Fazer a implantação do software em desenvolvimento, durante o desenvolvimento, é a melhor garantia que existe. Software feito sem implantações frequentes e periódicas é como aquele ditado: Na prática, a teoria é outra.

As três coisas mais frequentes no desenvolvimento de software são:

  1. permitir a entrada de recursos que pularam as etapas de planejamento (feature creep)
  2. depois de algo ter sido codificado, refazê-lo, mudando o que foi planejado porque 'não era bem aquilo', mas sem planejar a mudança
  3. não ter definido bem as tarefas ou cálculos ou sequências, e deixar para resolver isso na hora

Para o olho não treinado, essas coisas não parecem sérias, e uma ou outra pode até parecer boa coisa. Quem não prefere mais recursos? Por que não fazer uma mudancinha só aqui? E deixar para descobrir o que o código deve fazer na hora da codificação, por que não?

Cada uma dessas ações reduz a certeza de que o software continue a funcionar. Cada uma delas reduz a chance do software ser entregue no prazo. E cada uma delas aumenta o custo do desenvolvimento.

Planejamento, quando chega a hora de botar a mão na massa, pode parecer um retrocesso. É como uma flecha, que precisa ser puxada para trás para que voe sozinha. Mas é no planejamento que o desenvolvedor pode visualizar o que vai ser feito antes de ter que fazer alguma coisa. E é na implantação que o cliente e o usuário podem visualizar o que está sendo feito (para o cliente ver o que vai ser feito sem o software estar na tela, isto é, antes da implantação, ele precisa ter uma certa desenvoltura com informática, às vezes até formação na área).

Sempre que podemos, fazemos a primeira implantação do software que estamos desenvolvendo assim que a primeira saída de dados está pronta, ou assim que o primeiro evento pode ser executado.